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ATENÇÃO: Conta de luz fica mais cara em Santa Catarina a partir deste sábado; veja os novos índices

ATENÇÃO: Conta de luz fica mais cara em Santa Catarina a partir deste sábado; veja os novos índices

ANEEL APROVA REVISÃO DA CELESC COM REAJUSTE MÉDIO DE 10,82% EM SANTA CATARINA

FLORIANÓPOLIS (SC) – A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou formalmente a Revisão Tarifária Periódica da Celesc Distribuição. A medida resultará em um aumento médio de 10,82% nas contas de luz de cerca de 3,6 milhões de unidades consumidoras em Santa Catarina. Os novos valores passam a vigorar neste sábado, 22 de agosto.

O impacto direto no bolso dos catarinenses varia por perfil de consumo:

 

  • Residencial Padrão (B1): Alta de 9,29%.
  • Baixa Tensão (Casas, áreas rurais e pequenos comércios): Alta média de 9,26%.
  • Alta Tensão (Indústrias e grandes estabelecimentos comerciais): Alta média de 14,16%.

 

Custos financeiros e encargos pesam no bolso

Segundo o balanço técnico da ANEEL, os fatores que mais pressionaram o cálculo do reajuste foram os custos de componentes financeiros e os encargos setoriais. [5]

A diretoria da Celesc ressaltou que, se fossem contabilizados apenas os custos diretos da distribuidora (serviços que efetivamente ficam com a companhia para operação e manutenção), o reajuste seria de apenas 1,61%. Todo o restante do percentual é composto por impostos e custos repassados para outras cadeias do setor.

Para onde vai o dinheiro da sua fatura?

Atualmente, o faturamento anual do consumo de energia no estado gira em torno de R$ 13,3 bilhões. Cada conta de luz paga em Santa Catarina é dividida da seguinte forma: [2, 5]

 

  • 28% – Geração de energia
  • 23% – Encargos setoriais (como a Conta de Desenvolvimento Energético - CDE)
  • 23% – Tributos e impostos governamentais
  • 16% – Distribuição (valor destinado à operação da Celesc)
  • 10% – Transmissão de energia [2]

 

Redução após consulta pública

Apesar do impacto expressivo, o índice homologado ficou abaixo da proposta técnica inicial de maio, que previa uma alta média de 11,77%. O recuo ocorreu devido à ampla participação social e contribuições enviadas por entidades catarinenses durante o período de consulta pública.

Essa revisão é um processo quinquenal que avalia minuciosamente a eficiência e os investimentos da distribuidora a cada cinco anos. Vale destacar que, mesmo com a alta, o índice catarinense permaneceu abaixo da média nacional acumulada por outras distribuidoras do país.


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