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Mercado do suíno vivo e da carne ganha fôlego após semanas de forte pressão

Mercado do suíno vivo e da carne ganha fôlego após semanas de forte pressão

 O mercado de suinocultura apresentou uma importante reação nos últimos dias. Após enfrentar semanas consecutivas de forte pressão sobre as cotações, os preços do suíno vivo e da carne suína voltaram a registrar valorização. De acordo com dados e pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o principal fator que impulsionou o setor foi o aumento na demanda do mercado consumidor por essa proteína animal.

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial registrou um avanço expressivo de 7,39% no acumulado parcial do mês, sendo cotada a R$ 7,85 por quilo. Agentes da indústria consultados pelo órgão relataram que o maior ritmo de compras na ponta final do varejo aqueceu consideravelmente as negociações em comparação com o período anterior.

 

Reflexos nos preços ao produtor estadual

A necessidade de reposição rápida de estoques e de atendimento à crescente demanda industrial gerou uma busca ativa por novos lotes de animais prontos, elevando as cotações do suíno vivo nas fazendas das principais praças de produção do país:

 

  • Minas Gerais: Registrou a maior referência, atingindo R$ 5,07/kg.
  • São Paulo: Alcançou R$ 5,01/kg, uma valorização de 3,73% no mês.
  • Rio Grande do Sul: Subiu 2,86% no período, fechando em R$ 4,67/kg.
  • Santa Catarina: Teve alta mais tímida, cotado em média a R$ 4,61/kg (+0,88%).

 

O movimento de alta é visto de maneira positiva pelos produtores de Santa Catarina e do Meio-Oeste, especialmente após os animais registrarem quedas severas decorrentes da ampla oferta gerada pelos baixos custos históricos de grãos (como milho e soja) ao longo do ano. O atual avanço dá sustentação ao mercado interno neste fechamento de trimestre.



 

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